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TSE quer se antecipar no combate às fake news na internet durante as eleições

08.11.2017 às 14:34

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, afirmou na última terça-feira (7) que a Justiça Eleitoral tem discutido com instituições públicas, especialistas da área e empresas de redes sociais formas efetivas de combater as notícias falsas, conhecidas como fake news, que são disseminadas na Internet no período eleitoral.

“Nós queremos achar um formato que vamos discutir com os colegas do TSE. De fato, o que nós queremos é fazer um monitoramento adequado dessa situação para que não estejamos desprevenidos se vier a ocorrer coisa de maior gravidade”, afirmou.

O ministro acredita que o tema é de extrema importância devido ao impacto que pode provocar nas eleições, a exemplo do que já ocorreu em outros países. Por isso, a Justiça Eleitoral procura se antecipar. Inclusive as empresas de redes sociais se mostraram dispostas a atuar em parceria com a Justiça Eleitoral, uma vez que acreditam que esse será um dos maiores desafios para as Eleições 2018.

“Estudamos a criação de um comitê mais amplo com especialistas e tudo mais. Acontece que nessa área nós temos manipulações criminosas. Nós temos setores da inteligência que já dispõem de informações que acompanhadas situações as mais diversas ligadas às atividades criminosas. Surgiu um diálogo com o exército que tem um departamento muito forte de tecnologia e de análise”, disse.

O presidente reforça que “ninguém está pensando em estabelecer a censura. O que nós precisamos é de provimentos céleres, porque essas notícias se alastram hoje com muita força. Nada diferente do que já fazemos hoje, só que fazemos isso quase que manualmente. Ao recebermos as notícias, tomamos providências e apontamos eventuais equívocos”.

Para criar cenários irreais com influência direta no processo eleitoral, em alguns casos, são utilizados mecanismos como inteligência artificial e Big Data. A criação de notícias falsas para prejudicar e atacar adversários em disputas políticas não é novidade. Mas, com a Internet, a disseminação dessas informações passou a ser muito mais rápida, fácil e barata. A realidade mundial já demonstra a influência em processos eleitorais, e o Brasil não pode ficar parado.

Fonte: TSE