Alunos visitam Centro de Memória da JESC e têm primeiro contato com a urna eletrônica
Alunos de 7 a 11 anos aprenderam sobre o processo eleitoral e participaram de votação simulada
A Justiça Eleitoral de Santa Catarina recebeu, nesta sexta-feira (22), cerca de 20 alunos de 7 a 11 anos da escola Nosso Mundo, de Florianópolis, para uma visita guiada no Centro de Memória Desembargador Adão Bernardes (CMAB). Com objetivo de conhecer mais sobre o processo eleitoral, a visita guiada compôs uma etapa do projeto da escola, chamado Vivendo a Polis, no qual a instituição leva os alunos para viver a cidade e explorar temas estudados em sala.
A visita na JESC foi organizada e realizada pela equipe de Assessoria de Gestão da Informação, vinculada à Direção Geral do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) e contou com três momentos: apresentação do Tribunal na Sala de sessões do Pleno; visita guiada na exposição de longa duração do Centro de Memória Desembargador Adão Bernardes (CMAB); e votação simulada em urnas eletrônicas.
Na apresentação inicial, Sandra Buth Zanon, arquivista do TRE-SC, explicou a partir de qual idade é possível votar, como as eleições são organizadas, e respondeu às dúvidas feitas pelas crianças. Já no espaço do CMAB, as urnas de madeira, modelo eclair e de lona marrom foram apresentadas aos alunos, que acompanharam todas as explicações com muita atenção e interesse.
A servidora Caroline Dal Bó Freccia, também da Assessoria de Gestão da Informação do TRE-SC, utilizou uma dúvida de uma aluna sobre os “papéis que iam nas urnas” para explicar sobre as cédulas eleitorais pré urna eletrônica e também mostrou as primeiras versões do título de eleitor. Na sequência, as crianças se impressionaram ao descobrir que atualmente o título eleitoral fica no celular, no aplicativo e-Título, e se divertiram vendo o documento das professoras que acompanharam a visita.
Ao comentar sobre a visita guiada, Caroline Dal Bó Freccia destacou a importância desse primeiro contato com a urna eletrônica na fase escolar: “Eu noto que as crianças levam para os pais [o tema eleições] de forma mais natural. Não é algo imposto. Eles acabam tendo uma nova visão sobre as eleições. Elas, inclusive, tinham noção e estavam preocupadas com a lisura da urna eletrônica”.
Sandra Buth Zanon ressaltou que uma das alunas chegou com uma ideia genuína sobre o equipamento: “Ela, inclusive, falou que a urna eletrônica veio trazer a segurança nas eleições”.
Da sala de aula à votação simulada com urna eletrônica
De acordo com a professora Regiane Lima, o interesse pelo eleitoral partiu dos próprios alunos. “Eles escutam o assunto em casa e vêm fazendo vários questionamentos por conta das eleições. Então, a gente resolveu falar um pouco sobre os sistemas políticos, democracia e os três poderes. Claro, de uma forma para eles entenderem. E, para finalizar, a gente decidiu vir aqui”, contou.
A conclusão do ensino sobre o tema foi feita na prática, com uma votação simulada na urna eletrônica. Os cerca de 20 alunos de 7 a 11 anos escolheram os representantes para os cargos de deputado federal, deputado estadual, 1º e 2º senador, governador e presidente. A votação conteve candidatos lúdicos, como “música clássica”, “atletismo”, “lobisomem” e “vôlei”, por exemplo.
Por fim, para ilustrar a velocidade do processamento dos votos e totalização dos resultados, a equipe de Assessoria de Gestão da Informação do TRE-SC emitiu o Boletim de Urna dos dois equipamentos utilizados e apresentou o resultado da escolha das crianças, que, em ano de Copa do Mundo, elegeram “futebol” para o cargo de presidente.
Texto e fotos por Aline Ramalho
Assessoria de Comunicação Institucional