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Segundo dia de Fest Labs Sul e Sudeste contou com palestras, mesa-redonda e visita à Acate

Evento aproximou pessoas, metodologias e iniciativas que vêm transformando o dia a dia dos tribunais

Evento aproximou pessoas, metodologias e iniciativas que vêm transformando o dia a dia dos tribu...

O Fest Labs Sul e Sudeste 2026, que acontece no Auditório do Pleno do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), teve no segundo dia de atividades, a participação da servidora do TRE-SC, Palmyra Repette, que ministrou a oficina “Avaliação para o desenvolvimento de projetos em laboratórios de inovação do Poder Judiciário”. Palmyra Repette é chefe da Seção de Engenharia e Arquitetura e membro do InovaTRESC.

Como parte de sua tese de doutorado na área, Palmyra fez um estudo de caso em 10 laboratórios de inovação do Poder Judiciário e em 13 agências do governo canadense, que resultou no trabalho compartilhado hoje no evento. “A avaliação para o desenvolvimento é a avaliação mais indicada para processos de inovação complexos. Ela é integrada ao desenvolvimento do projeto e realizada em conjunto com os participantes. O objetivo é chegar do problema à solução sem parar em gargalos ao longo do caminho. São ciclos contínuos de reflexão”, explicou ela.

Além da oficina, o dia contou com o intercâmbio de experiências com a palestra “O que vem depois do lab?”, da servidora do Tribunal de Contas da União (TCU) Fabiana Ruas, auditora-chefe adjunta da Unidade de Auditoria Especializada em Promoção da Inovação no Controle (InovaAud).

Fabiana iniciou sua palestra falando de sonhos e aprendizados, tão inerentes a um ambiente de inovação. Também narrou a trajetória da inovação no TCU, cujo laboratório completou 10 anos no ano passado. “De 2015 para 2025, a inovação deixou de ter um único endereço no TCU. Saiu do laboratório e foi para a Secretaria de Planejamento do Tribunal. E a primeira missão da secretaria foi criar a Política de Inovação. Nesses 10 anos, a inovação virou um ecossistema, todos agora têm a missão de inovar”, destacou.

Fabiana também refletiu sobre o quanto é difícil inovar em instituições que “não podem errar”, como é o caso do TCU e das instituições que compõem o Poder Judiciário. Ressaltou, no entanto, que o processo é muito valioso, e o que vem depois do lab, tema da sua palestra, tem a ver com aprendizagem institucional. “Ainda que um dia o laboratório não exista mais, o que ele espalhou permanece. Quanto mais diverso for o time de uma instituição, mais capacidade de fazer uma escuta plural da sociedade ele tem. E essas duas coisas combinadas se convertem em geração de mais valor público para a sociedade. No fim, é tudo sobre pessoas”, concluiu.

Durante o evento, o grupo se dividiu e parte dos participantes foram à  Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), enquanto outros continuaram acompanhando a programação no auditório. 

A programação seguiu no período da tarde com as palestras “Da inovação acidental para a inovação intencional, com foco em longevidade”, com Jaime Gama (Gartner), e "Cada lab um caso", com InovaGov SC; a mesa-redonda “O papel da academia na inovação no Poder Judiciário”, com Antonio Braz (TJRS) e os professores Denilson Sell (Udesc), João Artur de Souza (UFSC), Luiz Pimentel e Luciana Ortiz (CNJ); e a mensagem final “Governança, gestão e inovação: elo para um Judiciário transformador”, com a doutora Luciana Ortiz e o desembargador Pedro Felipe de Oliveira Santos, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região.

O Fest Labs tem como objetivo conectar os laboratórios de inovação do Poder Judiciário para trocar práticas, cocriar soluções e consolidar uma rede cada vez mais integrada, colaborativa e capaz de gerar impactos positivos para os tribunais e para a sociedade. O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina é um dos organizadores do evento O evento promove aprendizado prático, cocriação e compartilhamento de conhecimentos, aproximando pessoas, metodologias e iniciativas que já vêm transformando o dia a dia dos tribunais.

Fonte: TJSC com informações do TRE-SC

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