TRE-SC participa do XXIV Encontro Nacional do Colégio de Dirigentes das Escolas Judiciárias Eleitorais (CODEJE)
Comitiva de Santa Catarina esteve presente em encontro em Curitiba que alinhou as 27 Escolas Judiciárias Eleitorais (EJEs) do país e aprovou diretrizes para capacitação, cidadania e combate à desinformação

A Escola Judiciária Eleitoral de Santa Catarina (EJESC) esteve presente no XXIV Encontro Nacional do Colégio de Dirigentes das Escolas Judiciárias Eleitorais, que aconteceu entre a quinta (13) e a sexta-feira (14). A comitiva de Santa Catarina acompanhou os debates e a aprovação da Carta do XXIV CODEJE Curitiba-PR. A carta é o documento que consolida as principais deliberações do encontro e encaminha as demandas estratégicas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e a órgãos do judiciário.
Participaram do encontro o presidente do TRE-SC, desembargador eleitoral Carlos Alberto Civinski, o diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Santa Catarina, desembargador eleitoral Sérgio Francisco Carlos Graziano Sobrinho, e a secretária executiva da EJESC, Cláudia Regina Damasceno Luciano.
Com o tema “Cidadania digital e letramento eleitoral: pilares para um futuro democrático”, o evento reuniu representantes de escolas judiciárias de todo o país para discutir práticas, desafios e perspectivas da educação para a cidadania. O presidente do TRE-SC, desembargador eleitoral Carlos Alberto Civinski, enfatizou a relevância do CODEJE como espaço de debate, compartilhamento de boas práticas e alinhamento institucional entre as EJEs.
O diretor da EJESC, desembargador eleitoral Sérgio Graziano, destacou a importância do fortalecimento das ações educativas voltadas à cidadania, observando que o papel das Escolas Judiciárias Eleitorais se torna cada vez mais estratégico. Ressaltou, ainda, que a construção de uma cultura de letramento eleitoral exige atuação coordenada e permanente, motivo pelo qual encontros como o CODEJE são fundamentais para o compartilhamento de experiências, a definição de prioridades e o alinhamento nacional das práticas formativas.
Ao longo dos dias, coordenadoras, coordenadores, magistradas, magistrados e especialistas discutiram desafios e propostas para fortalecer o trabalho das EJEs. No primeiro dia, os representantes apresentaram diagnósticos e planos de atividades de cada Escola, contribuindo com sugestões para a elaboração da Carta CODEJE.
Carta CODEJE Curitiba: principais deliberações
Ao final da manhã da sexta (14), as dirigentes e os dirigentes aprovaram a Carta CODEJE Curitiba, documento que reúne nove deliberações:
- Solicitação ao TSE para que as EJEs recebam funções previstas em projeto de lei recente, garantindo estrutura adequada e fortalecendo as escolas;
- Alerta aos TREs sobre a crescente atribuição de demandas às EJEs sem a estrutura necessária;
- Pedido de antecipação do calendário nacional de capacitações para 2026;
- Sugestão para flexibilização da participação remota de magistrados em aulas magnas, reduzindo custos;
- Solicitação ao CNJ e à ENAJU para criação de canais de diálogo com as EJEs;
- Reiterar ao TSE o pedido para que representantes das EJEs sejam incluídos na comissão ou grupo de trabalho que estuda a reestruturação da Resolução do Adicional de Qualificação.
- Priorização da educação para a cidadania como atividade finalística das metas institucionais dos tribunais;
- Pedido de espaço de fala no COPTREL;
- Agradecimento e reconhecimento ao trabalho da EJE-TSE.
A íntegra da carta pode ser acessada por meio do link.
Por: Heloisa Marques
Assessoria de Comunicação Social do TRE-SC


