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Presidente do TRE-SC realiza visita na Associação Empresarial de Florianópolis
Desembargador abordou desafios das eleições 2026 e apresentou o projeto Diálogo e Paz
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), desembargador Carlos Roberto da Silva, esteve nesta terça (07), na Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF) para uma reunião aberta da diretoria executiva da instituição, onde apresentou um panorama sobre os desafios das Eleições 2026 e as principais ações desenvolvidas pela Justiça Eleitoral para garantir a segurança, a transparência e a confiabilidade do processo eleitoral.
Também estavam presentes no evento o presidente da ACIF, Célio Bernardi, e a diretoria executiva da entidade, além do desembargador eleitoral substituto do pleno do TRE-SC, Filipe Ximenes de Melo Malinverni.
Durante sua fala, o presidente destacou que as Eleições 2026 ocorrerão em um contexto de desafios tradicionais, como a abstenção, a judicialização e a propaganda irregular, somados a novas questões, como o uso da inteligência artificial para produção de conteúdos falsos, a disseminação de desinformação em larga escala e a necessidade de garantir maior eficiência operacional no dia da votação.
Na apresentação, explicou que a resposta da Justiça Eleitoral está baseada em planejamento antecipado, transparência, auditabilidade e atuação imparcial, ressaltando que o processo eleitoral brasileiro oferece diversos mecanismos de fiscalização e controle.
“O que os desafios antigos e novos têm em comum é o seguinte: todos, de formas diferentes, atacam a mesma coisa: a confiança. Confiança do eleitor no processo, confiança da sociedade no resultado, confiança do mercado na estabilidade institucional que permite planejar, investir e crescer. E como a Justiça Eleitoral brasileira responde a este cenário? A partir dos eixos: planejamento, transparência, auditabilidade e intervenção mínima”, disse o desembargador.
Na ocasião, o presidente também apresentou o projeto de gestão “Diálogo e Paz”, onde defendeu a cooperação entre instituições públicas, entidades da sociedade civil e o setor produtivo para fortalecer a democracia e combater a desinformação, promovendo um pleito tranquilo com debates produtivos, civilizados e pacíficos.
“Não é a divergência que adoece a democracia, é a conversão do diferente em inimigo. É o instante em que deixamos de combater a ideia para passar a combater a pessoa. Podemos discordar com firmeza e, mesmo assim, respeitar. Podemos disputar o voto e, mesmo assim, reconhecer no adversário um interlocutor, não um obstáculo a ser removido ", disse.
Texto por: Heloisa Baumgratz
Assessoria de Comunicação Social do TRE-SC